segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Rendida ao cansaço...

...ontem cheguei a casa às 18h, deitei-me e acordei hoje às 8 pela manhã.
Depois da noite de domingo para segunda, que foi passada somente na companhia das minhas sobrinhas, vos garanto que filhos?!.... só daqui a muito tempo. Descobri que o meu timing de sono ainda corresponde ao de uma criança, e como tal preciso de dormir no mínimo 10 horas seguidas por noite, para me sentir como deve de ser durante o dia.


Deixei-te fugir por entre os dedos como quem deixa cair um punhado de areia.

O que sinto por ti, é algo a um nível acima, quase que posso dizer transcendental. Porque não o sei exprimir de forma alguma, mas sei que o sentes quase como eu o sinto. Não sei se quero ficar contigo para sempre, acho que nunca pus essa hipótese tão pouco. És me muito especial, e disso nunca tenhas dúvidas.

Gosto de ti de maneira diferente, tão diferente vai além da imaginação, trancende a própria razão. É algo tão grande e tão intenso que acho que ninguém e nada pode explicar ou separar.

Na verdade, nunca te tive, nem tão pouco pensei nisso como já disse. Mas muitas vezes, inconscientemente, senti que fazias parte de mim.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Se há coisa que me mete nojo....


... é o chamado "diz que disse". Eu por não ser capaz de o fazer não compreendo como há gente que faz da bisbilhotice modo de vida. Lamento a triste escolha de todas essas pessoas, que acabam por não ter noção do que é ter vida própria.
Ainda mais nojo me dá, quando essas lombrigazinhas, não têm moral para falar, e nem se quer dizem a verdade. É que falar por falar, olha ao menos que dissessem as coisas como elas de facto são. Acham-se grandes mulheres, acham-se grandes homens, mas coitadinhos... Só fazem é figuras tristes.
Felizmente tenho coisas para fazer bem mais interessantes que ficar a "ruminar" estas intrigas.
E de de facto tenho muita pena que a maioria das pessoas sofra do mesmo problema: GARGANTA FUNDA E TOMATES DE VIDRO.
Imaginem lá... que por acaso, me dava na telha "vingar-me" de quem me irrita! Estavam todos verdadeiramente fodidos!
Cresçam lá de vez... já têm idade para isso.
Quem tem telhado de vidro, não atira pedras no do vizinho.
Bom fim de semana!

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Prefiro acreditar que não nos dissemos "Adeus" mas que nos separámos para que o destino nos dê um reencontro feliz.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Parabéns Gabi!



Gabriela minha querida, queria ter vindo antes deixar aqui umas palavrinhas sobre ti, mas a tia anda com a cabeça feita em papa e ainda não tive, tempo, ou melhor, talvez até tenha tido, mas estou a atravessar uma fase menos boa e o tempo que tenho para mim passo-a a tentar arrumar as tantas ideias que de repente se perderam e misturaram nesta minha cabeça.
Fizeste no domingo 6 aninhos e já vais para o primeiro ano.
Lembro-me da manhã de 24 de Dezembro de 2002 em que acordei no meu quarto que ainda era no Alentejo. Estava uma manhã muito fria, mas cheia de sol. Levantei-me, vesti o roupão e fui comer qualquer coisa, para depois ir ajudar o resto da familia com os preparativos para a noite de Natal. A caminho da cozinha encontrei a tua mamã. Lembrei-me que ela ia fazer o teste de gravidez nessa mesma manhã. E embora ao vê-la, não lhe tenha perguntado nada, devo ter feito cara de quem queria novidade. Ela respondeu-me com um enorme sorriso e disse-me: "Então Feliz Natal!" Aí que tive a certeza que vinhas a caminho. E as fotografias de Natal nesse ano foram quase todas à volta da barriga ainda lisa ahaha da tua mãe.
Não gosto mais nem menos de ti, que da tua mana, mas talvez por ela ainda ser um pirolito, criei uma relação muito engraçada e diferente contigo.
O amor que sinto por vocês, é completamente diferente de todos os laços de ternura que tenho.
E um dia comentei isto com o teu pai que disse que me percebia por ter também ele uma sobrinha. E ele que já é pai e também tio, disse-me que o amor pelos sobrinhos é quase igual ao amor pelos filhos.
Adoro passar dias contigo, adoro estar na praia contigo, adoro quando lá vais a casa ou quando vou eu à tua. Tens um humor bem sacaninha parecido aqui com o da tia ahaha. Começas a ter conversas de crescidos e desde pequenina que nunca tive problemas em levar-te fosse para onde fosse, ou fosse com quem fosse.
Quero ser eu a levar-te à tua primeira noitada! E quero lá estar a curtir contigo!
Pelos teus lindos 6 aninhos muitos, MUITOS PARABÉNS!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Nunca gostei de gaiolas



Nunca gostei de gaiolas, jaulas, trelas e perguntas a mais.
Não gosto que me sejam atribuidos horários, que me perguntem com quem e onde estive. Não gosto que me perguntem porque não atendi o telemóvel ou que me liguem para casa para se certificarem que lá estou. Não gosto que desconfiem de mim, sobretudo que descofiem em menos de 24 horas. Não tenha pachorra para essa merda.
Não fui feita para passar a vida a justificar-me. Principalmente porque não escondo nada e porque quem me exige tudo isto, não tem moral para o fazer.
Começo a estar cansada desta história toda.
A confiança é a base duma relação. Eu faço das tripas coração para acreditar em ti. E tu vens logo com acusações de merda para cima de mim. A de ontem foi uma coisa, mas depois de tantos problemas, resolvi cagar nesse triste episódio... Mas o de hoje ainda me irritou mais. Se há coisa que eu não sou é hipócrita. Eu quando digo uma cena, levo-a até ao fim. O que já não se pode dizer de ti. Mas sabes que mais? Já me estou a lixar para tudo.
Já não tenho força para lutar por isto, e a paciência também se perdeu, talvez numa das inúmeras esperas pela tua pessoa. E o pior... é que a culpa é tua. Eu já me adaptei tanto, já fiz tanta ginástica que acabei por ficar marreca. E quando um dia tudo se perder de vez, eu vou descansada, porque fiz de tudo, mas quem perdeu, e muito, foste tu.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nônô


Fez anteontem um ano que aqui a tia estava em casa (ainda na de 7Rios) com o Pina e o Nuno Ramalho e por volta da 1 e pouco da manhã me ligou o teu Papá a dizer que finalmente estavas pronta para nascer e pediu-me para eu ir tomar conta da tua mana Bilela, para poder acompanhar a tua mamã à maternidade.
Lá foi a tia para Odivelas a correr, cheia do "mal dos coelhos".
Quando cheguei a tua casa, os teus papás estavam muito serenos para quem estava prestes a ter mais uma bébé. A mana já dormia há muito e a minha única preocupação era ter de ir trabalhar no dia seguinte, mas o teu papá disse-me para eu não me preocupar que ele ia tratar de tudo.
Fui-me deitar e os teus pais seguiram para a MAC, e tu com eles foste, ainda na barriga da tua mamã e cheia de voltar de saltar cá para fora.
Entretanto adormeci na cama da tua mana abraçada a ela. Já só voltei a acordar por volta das 9 da manhã do dia seguinte, com uma mensagem do teu pai a dizer que já tinhas nascido e que eras uma linda bebé. A tua mana acordou com o meu movimento e olhou para mim com aquelas expressões que só ela sabe fazer: " 'Tás aqui a fazer o quê tia?" e eu respondi-lhe com o meu maior sorriso: "Estou aqui porque a tua mana já nasceu!".
Tomámos banho, vestimo-nos e ficámos à espera do pai para irmos conhecer-te.
Nasceste grandota e com uns olhos bem pretos. Muito vermelhinha e cheia de preguinhas dormiste um soninho profundo durante o tempo da visita.
E ontem fizeste um aninho! É incrivel como o tempo passa a correr.
És uma pequena terrorista, que gatinha para todo o lado, trepas tudo e mais alguma coisa, és doce e mimosa, e adoras bolacha-maria. Gostas de dançar e deliras quando a tia te põe uma fralda de pano na cabeça e diz: "A Nônô não está cá" e tu respondes-me logo depois de tirares a tal fralda: " 'tá, tá!"
Espero que cresças muito feliz e que tenhas uma vida fácil e cheia de coisas boas, e protege-te das rasteiras desta vida que tem tanto de boa como de matreira.
Tens de melhorar o teu mau feitio, mas com o tempo isso vai lá, deve ser um gene ahahah!
Ontem ri-me da tua cara quando te cantámos os Parabéns! Estavas mesmo com uma expressão do género: "Cambada de idiotas, porque estão todos a cantar e a olhar para mim?" e o que deu mesmo gozo foi a parte das palmas para a qual tu contribuiste enquanto dizias: "páminhas".
Mais uma vez Muitos Parabéns meu olhinho preto!
E no domingo temos festa outra vez, mas agora a da Gabriela.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Era tão bom...


...poder desaparecer sem que ninguém desse pela minha falta.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por favor



Vai-te embora, mas vai de vez!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009



Ao ver aquele pôr-do-sol, que apenas se pode assistir em Evoramonte, que tantas vezes disfrutámos juntos o Verão passado e ao fazer um breve feedback da minha ainda curta vida, cheguei à conclusão que te vou estar eternamente grata.
Olho para trás, e lembro-me de uma menina que morou a vida inteira num monte, e que com 18 anos decidiu ir estudar para Lisboa. E foi na faculdade que te conheci e que me perdi de amores por ti. Entretanto a minha vida deu uma grande cambalhota e tive de deixar de estudar, primeiro porque o curso que escolhi revelou-se numa verdadeira desilusão e depois porque infelizmente o dinheiro não estica. Ponderei voltar para aquele Alentejo imenso que me viu crescer, mas não queria que a minha vida fosse igual à de toda a gente que nunca de lá saiu. E agora sim reconheço, que acima de tudo, fiquei em Lisboa por tua causa, porque acreditei com todas as minhas forças num amor que um dia senti. Deixa-me agradecer-te todas as histórias de fadas e duendes em florestas encantadas. Essas tantas histórias que me contaste foram no fundo o depósito da minha fé e foram fonte da força que me fizeram lutar e fazer pela vidinha. Nunca tive nada contigo, e só eu é que sei o que penei por gostar tanto de ti e por acreditar com tanta força nos meus sonhos e fantasias. Mas sei que podias ter evitado algum mau estar na minha pessoa. Mas o passado é isso mesmo. Passou.
E hoje ao olhar para trás, e tendo em conta que esse "trás" se refere apenas ao evoluir da minha vida desde o Verão passado, fico contente.
Não tenho o trabalho que queria. Mas tenho um trabalho. E o ramo até é giro e já me fez conhecer pessoas que espero poder ter sempre presentes na minha vida, assim como também já conheci pessoas, com quem já não falo, não por me terem arranjado problemas concretamente, mas eu é que não papo hipocrisias.
Não tenho uma casa XPTO, mas tenho o meu espaço, as minhas coisinhas e consigo pagar tudo a horas e pago tudo com o meu esforço.
Ao principio vivi a revolta de trabalhar que nem um cão, e via os meus amigos com grandes mesadas, na faculdade, nas borgas... Hoje tenho orgulho em ser completamente independente com 20 anos.
Sim, tive momentos muito complicados, de comer canja de pacote durante uma semana sempre que tinha fome porque era o que havia. Não tenho vergonha disso. Muito pelo contrário, orgulho-me de em tão pouco tempo ter transformado a minha vida, em algo melhor. Não tenho a melhor vida do mundo, mas sou tão feliz à minha maneira!
Não me deixei ir abaixo e agarrei as oportunidades que tive com unhas e dentes e hoje sei que os meus pais já não olham para mim com aquele ar preocupado. Sei que a melhor forma de os ajudar foi de facto mostrar que consigo fazer pela vida e que me orgulho disso, mesmo que às vezes tenha os meus ataques de choro, e de raiva, mas esses... esses todos os têm.
Tenho prioridades completamente diferentes e passei a dar importancia a outros principios, outro valores.
Por tudo isto Muito Obrigada. Obrigada por me teres tornado mulher, ainda verde, mas mulher.

Valente fim de semana

Tudo começou as 5.28 da passada sexta-feira. Já tinha tudo orientado no escritório e já tinha trazido a mochila para o fim-de-semana. Meti-a às costas e segui para 7 Rios.
Resolvi "meditar" (ahaha) um pouco antes de entrar na estação. E depois arrependi-me loucamente, mas agora consigo rir-me da situação. Entrei na estação, fui logo comprar o bilhete para partir rumo ao Alentejo. Depois começou-me a dar a sede, resolvi ir comprar água. O problema é que a água estava esgotada, quer no café, quer nas máquinas. Tive que me contentar com uma Pepsi. Depois, a estação estava cheia de gente até dizer chega! E para ajudar, não estava calor nenhum.... Pensei que me fosse dar uma tataínha das fortes! E encontra a linha do BUS?... Nem me digam nada, achei que ia dar em louca. Olhava para aqueles ecrãs pretos com letrinhas amarelas saltitantes e não consegui-a perceber se o autocarro ja tinha linha destinada ou não, porque aquilo é um quadro sem grelha, e eu já estava tão mal do calor e da falta de água que estava convencida que ainda não tinha sido atribuída linha ao meu autocarro. Felizmente resolvi ir confirmar e já só faltava eu no autocarro.
Depois de partir as 7 da estação e de passar 1h 10m na 2.ª Circular lá consegui atravessar a ponte e cheguei a Estremoz com 40 minutos de atraso, isto é, às 21.40, faminta pois a última refeição tinha sido ao meio dia e meia.
A minha irmã foi-me buscar e cheguei a casa tomei um duche, jantei e fui ver o que se passava na noite estremocense. Conclui que nada de especial, visto que este fim de semana houve festa em muitas terrinhas e o pessoal dispersou-se. Mas encontrei o meu querido Joaquim e acabámos por passar um agradável serão na casa dele a ver um filme.
No sábado depois de uma grande tarde na piscina com a familia, destaque especial para as minha sobrinhas que estão cada vez mais queridas como reguilas, lá fui para as grandiosas festas de Evoramonte.
Foi muito bom rever tanta gente e passar uma tão divertida noite com a minha irmã naquela terra que nos viu crescer. E nunca pensei eu, saltar tanto em frente a um palco na vila de Evoramonte a cantar Xutos e afins. Foi lindo :)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu sou um espectáculo!


Ontem cheguei a casa por volta das 18h e adormeci. A minha sesta durou até às 21h. Acordei e fui orientar o jantar. Fiz duas máquinas de roupa e estendi-as, lavei a louça, varri o chão, lavei-o também, ainda dei um drive na casa de banho, jantei, orientei almoço para hoje, fiz a mala para o Alentejo, fiz a depilação, arranjei os pés, tomei um grande banho e ainda passei aquele monte de roupa assustador, próprio de quem está pelo menos quinze dias sem vontade de pegar no ferro. Deitei-me às 3.15, e hoje eram 7 da manhã já estava a apanhar a roupa que ontem estendi. Arrumei o que não é preciso passar a ferro, tomei outro banho, tomei o pequeno almoço nas calmas, lavei a louça do mesmom, fiz a cama, deixei tudo arranjadinho, para quando no domingo regressar a casa não ter aquele aperto no coração ao pensar: "Fonix, é domingo estou cansada e tenho imensas coisas para tratar em casa!" Quando chegar no domingo, vais estar tudo no brinquinho como deixei, e até já tenho jantar pronto para essa data ahahaha! Adoro sentir que quando quero até consigo organizar a minha vidinha.
Hoje às 19 h vou apanhar o autocarro com destino a Estremoz. A minha irmã vai-me buscar à estação. Pretendo chegar a casa, tomar um banho, jantar e depois ir beber umas valentes "Mines" às grandiosas festas da minha bela aldeia Evoramonte (na imagem em cima).
Não gosto de música pimba. Mas estas festas são demais. Vejo toda a gente, da escola, dos arredores, os velhos e os novos. E toda a gente reina, e toda a gente ali está para se divertir.
Este ano falta-me a minha grande companheira destas festas: Sra. D.ª Matilde. Mas vai-me falhar por uma boa causa. A "magana" está a curtir um Inter-Rail. Se eu pudesse acreditem, que também me estava a marimbar para as festas e seguia com ela por essa Europa fora.
Mas está lá a minha mana, e vou encontrar muita gente que acredito que vai tornar este fim-de-semana, em mais um inesquecível!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


"(...) - Diz-me, o que achas do tempo?

- O tempo?... - ficou a pensar durante um momento. - É o que nos falta a todos. Neste momento, o que me falta para chegar a ti.(...)"

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Obrigada

Descobri mais uma estrelinha. Elas andam aí e, por vezes, bem mais perto do que se possa pensar.
Estes últimos tempos têm sido brutais. Obrigada por tudo, por seres tão meu amigo. Por me fazeres companhia às tantas da noite, pelas gargalhadas que me provocas, pela pachorra que tens para me aturar.
"Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa."
Tens-te revelado um verdadeiro Ovo Kinder ahaha. Um docinho, delicioso, e cheio de surpresas.
És muito estranho, vivo coisas contigo muito estranhas. Não vou falar delas, porque não sei falar delas. É esquisito. Mas é tão giro! :)
Que esta nova fase, te traga toda a felicidade que tu mereces. Torço por ti!
Obrigada Estrelinha!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vem


Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.


Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)


Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.


Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.


Ricardo Reis

Irritem-me só mais um bocadinho hoje... e pode ser que vos saia a sorte grande.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ele é que sabia!


Vocês riem-se de mim por eu ser diferente, e eu rio-me de vocês por serem todos iguais!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Agarra que é ladrão!



Ontem saí do escritório e fui às compras para preparar um jantarinho para mim e para a minha mana. Cheguei a casa ainda mal me tinha descarregado, tinha a minha vizinha de baixo a bater-me à porta de trás, ou seja da marquise (coisa que nunca antes tinha acontecido).

Estava a ser uma tarde diferente. Havia muita gente a conversar nas traseiras. Muita gente nas varandas, à janela, nos quintais.

A minha vizinha pede-me desculpa pelo incómodo e diz-me para eu ter cuidado pois o quarteirão foi quase todo assaltado na noite passada. No meu prédio foram varridos 4 apartamentos. Parece que os malandros sobem até ao telhado de um prédio por uns andaimes e descem por outros, saltitam de quintal para quintal, e entram pelas janelas abertas, subindo as escadas de incêncio. Havia uma senhora a queixar-se que até a aliança lhe roubaram! E eu... nem dei por nada e felizmente, como estou momentâneamente sozinha em casa, não me sinto tão à vontade e prefiro ter tudo trancadinho a ter chatices deste género.

A parte boa da coisa é que conheci quase todos os meus vizinhos. E ainda me fartei de rir com um, com quem nunca na minha vida tinha falado, mas que já sabia há muito que ele é gay, a quem perguntei se ele também tinha sido assaltado, ao que ele me respondeu: "Não, os ladrões só tiveram no quintal a fumar cigarros. Viram isto aqui tudo tão cor-de-rosinha, que tiveram medo e fugiram." ahaha!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nem queiram saber...

...o que é chegar a casa com um amigo (homem portanto), entrar no prédio, ir à caixa do correio e enquanto a estou a abrir começo a ouvir o vosso amigo: "uma tanga cor-de-rosa(..)".
Eu que estava de saia pensei "Será que tenho a saia levantada? Será a que trago hoje? Mas como é que ele sabe que eu tenho uma assim?". E ele continua: "(...) que está em cima da caixa do correio é tua?" pergunta em tom de gozo.
Eu levanto os olhos, reconheço-a. Entro em pânico e agarro-a. A malandra caiu do me estendal directamente para o quintal dos meu vizinhos e eles deixaram-na ali para a proprietária a reconhecer, e assim recuperá-la.
Claro que quando eu pego naquilo, entra o meu amigo em pânico: "Mas vais agarrar nisso assim sem saber de quem é?"


Pois. Era mesmo minha. Que Vergonha.

E mais vos digo...








...que eu tinha medo pois hoje é Lua Cheia.
É perigoso...
A ciência garante que a Lua não passa de uma esfera poeirenta e esburacada. No entanto é vista por muitos como uma entidade mágica, que tem poderes sobre quase tudo, até sobre as pessoas.
E eu falo por mim. Às vezes não consigo perceber o ritmo alucinado da minha vida durante dois ou três dias e depois apercebo-me que é quase, ou é, ou acabou de ser a Lua Cheia. Talvez seja só uma coincidência, mas que é como eu vos digo, lá isso é.

Digo-vos eu que sei...

...que o que tem de ser, tem muita força.
E que às vezes vou buscar uma força, um
auto controlo, que desconhecia dentro de mim.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Jogo


"Percebo agora, que desistir nunca é solução, seja em que estrada for. Podemos sempre voltar atrás, mudar de rota, tirar jogadores de campo, e mostrar cartões vermelhos, mas nunca podemos sentar-nos no banco assistir a tudo de fora. O maior erro que se pode fazer, é não fazer nada por medo de errar.Percebo agora, que desistir nunca é solução, seja em que estrada for. Podemos sempre voltar atrás, mudar de rota, tirar jogadores de campo, e mostrar cartões vermelhos, mas nunca podemos sentar-nos no banco assistir a tudo de fora. O maior erro que se pode fazer, é não fazer nada por medo de errar."

It's a kind of magic


Oh Pina! Tenho saudades tuas. Muitas mesmo. Vivi um ano contigo basicamente. Não morámos juntos, mas estavas sempre, sempre, sempre comigo.
Lembro-me de me falarem de ti. De eu andar à procura de uma coisa, e de me dizerem na faculdade "sabes aquele gajo de cabelo comprido, louro, que costumo estar aqui na esplanada?" e eu sabia lá de quem falavam.
No dia dos meus anos, dia 26/02/2008 chegaste ao pé de mim sem nunca teres falado comigo e disseste: "A menina hoje faz anos não é?" eu respondi afirmativamente e tu: "Então tome lá uma prendinha!" e passaste-me um dos nossos ahaha!
E ficámos ali o resto da tarde a conversar. Fiquei enfeitiçada contigo. Como estavas de óculos, com livros debaixo do braço, nesse dia fiquei com a ideia de que eras um gajo super estudioso, ratinho de biblioteca. Convidei-te para a minha festa de anos na sexta-feira seguinte. E tu foste o primeiro a chegar. Foi das melhores noites que já estive. E estava tão louca. Viste a cumprimentar o Francisco com dois beijinhos, já a noite ia longa, e perguntaste à Matilde se era o meu namorado. Não nos conhecíamos de lado nenhum e sabíamos tanto um do outro sem nunca ninguém nos ter contado nada. Depois disso foram para aí 2 ou 3 meses sempre na borga. Quando digo sempre, era mesmo todos os dias. Contei eu 2 meses certinhos de saídas sem nunca termos falhado um dia. Depois eram a ressacas em minha casa, na tua, na Mata de Benfica, no Campo Pequeno, na Faculdade.
Durante a semana, iamos para todo o lado com a Matilde, a Sara e o teu irmão também. Eramos loucos! Só fazíamos merda. Eram ataques de riso até estarmos os cinco de joelhos a dizermos aos outros para pararem que já não aguentávamos mais.
No fim de semana era só eu, tu e o João. Entretanto juntaram-se a Sheila (essa porca) e a Ana.
A ideia de seres um rato de biblioteca rapidamente se esfumou. Conheci a tua alma de Escorpião com uma mistura de sei lá eu o quê. Não és uma pessoa fácil, mas quase ninguém o é. Mas tens um bom fundo, e no fundo (mas mesmo lá bem no fundo e quando queres) és um doce.
Estiveste sempre que precisei. E foste a pessoa mais presente na fase menos boa, deste meu ainda curto percurso, mas cheio de desvios e obstáculos. E quando eu lá me orientei, talvez pela enorme quantidade de pessoas com quem nos dávamos afastamo-nos. Mas quando foste tu a cair, também foi a mim que me procuraste, e eu devo confessar-te que nesse dia percebi que afinal, à tua maneira eu também era importante para ti.
Num muito curto espaço de tempo construimos um bonito, forte e enorme laço que eu quero manter sempre.
Somos parecidos. Somos sempre os primeiros a ser tomados como loucos e no fim somos só nós que temos sempre razão.
Oh pá! E quando tu conseguiste o estágio nas escavações em Evoramonte? Foi lindo! Com tanto sitio para te ires formar, foste parar logo à minha terrinha. E os quinze dias que lá estive contigo foram brutais.
Ontem quase morri de tédio. E lembrei-me imenso de ti, porque no Verão passado, mais propriamente no mês de Agosto quando Lisboa está vazia das pessoas que conheço, nunca, nunca, nem por um minuto deixaste sentir-me sozinha.
Tenho saudades das nossas noites na marquise, das nossas conversas filosóficas, do teu sorriso, das tuas piadas de merda, e até do teu perfume.
Desde que emigraste para o Alentejo não queres outra coisa. Vê mas é, se me vens visitar.

Que decadência


Pois é.... sozinha em Lisboa, sozinha em casa... bah! E sem computador! Ou seja como estou sozinha, tenho sempre tudo arrumado nada tenho para fazer. Só me resta televisão, rádio (mas já não posso com ele) e cigarros. É assim a minha vida.



Às vezes as palavras ficam perdidas no fundo de um olhar, penduradas num sorriso ou outro. Quando damos por elas estão a descansar nalguma escada solarenga da nossa alma. Deixam-se ficar a ver o pôr-do-sol e a pedir-lhe baixinho para se demorar mais desta vez. E há manhãs em que saltitam no sorriso do sol, irrequietas e felizes, em que salpicam os dias de magia. Mas também há dias em que a noite é o único consolo e as palavras se escondem atrás de portas trancadas pelo tempo, se reduzem a feixes de luz esquecidos no amanhecer, a reflexos do céu nas águas paradas. são horas em que as palavras se entristecem e pintam as frases a negro, escondem segredos. falam baixinho, sussurram até, têm medo de fazer sangrar as feridas e rasgar de novo a pele. tão fortes e tão frágeis. esquecem-nas tantas vezes nos parapeitos das janelas, nas ombreiras das portas cerradas de madeira roída e antiga. e elas permanecem como se tivessem nascido ali, nalgum canto que o sol esqueceu, no abrigo da chuva. usamo-las com tanto desprezo que o gelo não é capaz de as abraçar e as gotas de chuva quente não chegam para as consolar. É por isso que às vezes, mas só às vezes, fogem de nós…

sábado, 1 de agosto de 2009