sexta-feira, 29 de abril de 2011



Encontrei em ti a minha paz e a minha loucura.
Nos momentos em que abandono e a loucura, e a paz sobressai,
Quero desistir de ti.
Porque sei que querer-te não me vai levar a lado nenhum.

Encho-me de vida e sonhos, e reconheço que este não é o caminho certo.
Guardar-te-ei secretamente para sempre no meu coraçao e no meu pensamento.

Assumo o comando da minha vida e decido seguir o meu destino,
Que desconheço.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sonhar contigo






Sonhar contigo é fácil.

Basta começar por te imaginar a meu lado quando me deito.

Como será sentir-te num todo colado a mim?

Como será entrelaçar-me em ti?

Como será dar-te a mão? (Nem a tua mão sei imaginar)


Depois adormeço, e é aí que tu apareces.


Começo a rodopiar devagar e descalça à tua volta.

Pensado bem se calhar danço.

Danço!

E danço...



Ai se danço!



E iluminas-me.


Contornas a minha silhueta com o teu olhar.



Abraças-me.


E acordo.



Sinto pena de ter sido apenas um sonho.

Mas não deixou de ser uma doce maneira de enganar a saudade.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Isto era...

...tudo muito giro se fosse exequível.

Mas não é!

Receio ter de me fechar a mil chaves na minha concha novamente.

sábado, 16 de abril de 2011

Hoje aprendi...


...que afinal o silêncio também é uma forma de argumentar.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cansaço / Desabafo


Sai!
Vai!
Corre.
Peço-te que deixes o meu jardim exactamente como o achaste.
De lá não leves nada, não deixes nada.
Não me sugues mais, não me canses.
Vai, e leva as amarras.
Deixaste-me cair
[em mim].

Não te desejo mal.
Mas não suporto mais que estejas perto.
Quero lembrar-me de como era o mundo antes de ti.
Quero voltar a olhar para o mundo no seu todo,
Sem que o meu olhar se cruze com o teu vulto.

Não te quero apagar.
Quero, pelo menos por agora, guardar-te numa gaveta qualquer,
E esconder a chave por uns tempos.

E acima de tudo quero viver.
Descolar-me de ti.
Esquecer o teu perfume, a tua voz rouca.

Parar de te procurar entre as multidões.
E nessas multidões conhecer pessoas que valham a pena.
Que me ofereçam uma lufada de ar fresco.

Quero correr o mundo,
Cantar, rir, dançar,
Salpicar-me de todas as cores.
Sentir o cheiro da terra depois uma chuvada.
Mergulhar-me num mar qualquer.
Beber, dormir, sonhar e acordar em mim.

Preciso de me [re]conhecer.