quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013




Só porque adoro esta imagem.
A compreensão e o bom entendimento é de facto fulcral para o feliz funcionamento de uma relação.
Dou graças todos os dias por estar ao lado de alguém com quem me sinto bem sempre, e me faz feliz a cada segundo.

Os Amigos - Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

Os Amigos

Os amigos amei

despido de ternura

fatigada;

uns iam, outros vinham,

a nenhum perguntava

porque partia,

porque ficava;

era pouco o que tinha,

pouco o que dava,

mas também só queria

partilhar

a sede de alegria —

por mais amarga.



Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

Sobre o Caminho, Eugénio de Andrade, in "Véspera da Água"

Sobre o Caminho

Nada

nem o branco fogo do trigo

nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros

te dirão a palavra



Não interrogues não perguntes

entre a razão e a turbulência da neve

não há diferença



Não colecciones dejectos o teu destino és tu



Despe-te

não há outro caminho



Eugénio de Andrade, in "Véspera da Água"

Desperdício - Carlos Drummond de Andrade, in "Viola de Bolso"

Desperdício

Solidão, não te mereço,

pois que te consumo em vão.

Sabendo-te embora o preço,

calco teu ouro no chão.



Carlos Drummond de Andrade, in 'Viola de Bolso'

A minha alma está parva



Por vezes no Facebook, vou parar a pessoas e a páginas, que quando dou por mim já nem sei como lá cheguei.
Como sabem venho de um meio pequeno, onde toda a gente se conhece, nem que seja só de vista, mas todos já se cruzaram várias vezes.
Hoje vagueva por páginas de alguns colegas meus de escola, com quem falava pouco, nem sequer erámos da mesma turma... quando me descobri que uma menina e um menino (uns meninos que hoje já cresceram eheheh) que eu nem imaginava juntos, tem um filho lindo! Quase todos os meus antigos colegas de escola já são pais... Estou a ficar para trás.... eheheh.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Uma fase menos boa



A vontade de voltar atrás no tempo, voltar a ter uns 3, 4 anos, e poder estar o dia todo ao colo da minha mãe, é tremenda.

Os dias custam a passar, as noites também.

E ao deitar aquele nó na garganta aperta, e respirar torna-se dificil... vem a angustia e a saudade, e com elas revolta por uma vez mais me deixar invadir por esta melancolia que não me leva a lado nenhum, mas que não deixa de existir. E procuro o botão, que não existe, para desligar de tudo e todos por breves instantes, sem sucesso... e recomeça outro dia igual aos outros tantos que já passaram e aos outros tanto que estão para vir. E dou voltas e voltas sobre mim mesma, e aos meus pensamentos e a angustia permanece, por um motivo qualquer desconheço.