sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Como é bom ter amigos


Ontem a meio de uma tarde atribulada, o meu telémovel começou a tocar, e nem queria acreditar quando vi quem me estava a ligar: o meu querido amigo Z.
Os meus primeiros dois anos em Lisboa, foram raros os dias em que não estive com ele.
É das pessoas mais especiais que conheço, que vive de emoções e ligações fortes como eu.
Há quase 4 anos foi morar para fora, pela falta de oportunidades no nosso país e deste então falamos pouco, e só o vi umas duas vezes, mas é incrivel como de cada vez que falamos é como se não tivesse passado quase tempo nenhum desde a última vez.
Às vezes sinto-me triste, e mesmo revoltada por esta vida de adulto não nos permitir estar tanto tempo com a familia e amigos.
E neste caso custou-me a partida dele, porque é alguém que sem dúvida alguma acrescenta alegria à minha vida, e não o posso visitar naqueles minutos que consigo ter disponiveis.
Mas é tão bom, ainda que longe, ter amigos assim!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Hospital Público VS Hospital Privado


Nem 8, nem 80.
Nada mais me irrita quando recorremos a uma entidade de saúde pública, em que uma pessoa já se encontra fragilizada, e é atendida por pessoas que fazem a admissão arrogantes, antipáticas, que nos transmitem a sensação de que estão a fazer um enorme frete para nos atenderem.
Dá-me vontade de lhes dizer:
Como deve calcular, não venho aqui passear ou porque me apetece, estou aqui porque estou doente. Disso não tenho culpa, nem tenho culpa de o(a) senhor(a) não receber o ordenado que prentende, eu também recebo um salário muito abaixo daquilo que é praticado na área em que trabalho e não é por isso que trato mal o público com quem lido diariamente.
Quando se recorre a uma entidade de saúde privada, os colaboradores que andam todos fardados, maquilhados, demasiadamente perfumados, até nos dizem bom dia, e às vezes até são atenciosos, e são tão alegres e bem dispostos entre eles quando nos atendem, que ontem vi jeitos de me armar em justiceira e chamar à atenção todos aqueles meninos:
Pessoal, estamos num hospital, já pensaram que com a vossa excessiva boa disposição podem estar a faltar ao respeito a todos os pacientes que se encontram nesta sala?
Estou farta da pobreza em que este país se tornou e, neste momento nem me refiro às dívidas públicas e afins...  Nunca pensei que um país como o nosso que desbravou oceanos outrora se tenha tornado nisto: um país pobre de príncipios, valores, boa educação e o de respeito pelo próximo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Hoje acordei particularmente ainda mais apaixonada que nos outros dias.
Será de mim, ou do amor da minha vida, que aos meus olhos fica ainda mais interessante de dia para dia?
Não sei, mas gosto de me sentir assim.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Poderá um fim de semana cheio de arrumação e muita louça lavada, ser bom?
Sim, este fim de semana foi óptimo.
Não me lembro da ultima vez que lavei tanta louça, mas nada é demais quando se trata de tornar ainda mais acolhedor aquele que já é o nosso ninho do amor.
E nada me dá mais prazer que estas pequenas simplicidades da vida, partilhadas com o dono do meu coração.
Adoro "brincar às casinhas" com o principe que escolhi para viver o resto da minha vida.
E sinto-me muito orgulhosa das nossas arrumações e organizações.

Quem vai pagar o bichinho voador (para não falar do resto) que hoje sobrovoa Lisboa tão alegremente para proteger a madame Merkel?
Tu, eu e os outros todos como sempre não é?

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sr. Primeiro Ministro


Há muito que pensava em dedicar-lhe uns minutinhos da minha escrita.
Não o merece de todo, mas eu sou assim, há coisas que não consigo calar.
Como se atreve a dizer que "cada português deve não sei quantos mil euros"?
Sr. Primeiro Ministro, eu não devo nada a ninguém!
Não vivo acima das minhas possibilidades! E dou-lhe um exemplo:
Não posso comprar um carro de alta cilindrada, então o meu primeiro carro foi um Volkswagen Jetta de 1990.
Diga isso a quem pediu empréstimos sobre empréstimo, mas não torne a repetir que "cada português deve não sei quantos mil euros?".
Não devo a ninguém, nem a nenhum banco, nem tão pouco ao governo que o senhor assumiu que ia dirigir.
Trabalho honestamente, e ganho pouco acima do salário mínimo.
Desconto mensalmente e aquando do IRS, por não ter filhos, nem despesas com saúde (graças a Deus), ainda vos pago um pouquinho mais.
Não acha que já chega?
Antes de cortar no salário do trabalhador honesto, olhe para si e para o seu governo.
São mesmo necessários tantos funcionários no Parlamento, que ultimamente pouco ou nada faz para viabilizar o nosso país?
Sei que não nos conhecemos, mas permita-me dizer-lhe que do pouco que mostram nas televisões sobre as vossas assembleias, nada tem a ver com a gestão de um país, parece uma turma qualquer, numa escola qualquer, com os desatinos normais das crianças, a chamarem nomes uns aos outros.
Serão precisos assim tantos carros à vossa disposição?
Não são, claro, mas com contractos de leasing a 20 anos (se não for mais) é complicado dizer agora que não são precisos não é?
Não votei no seu governo.
Mas faço parte do país que o senhor não gere e custa-me ver que a vossa prioridade não é o bem estar do país.
Custa-me ver que pede sacrifícios a tordo e a direito de boca cheia a este povo, mas nem se preocupa em dar o exemplo, quando qualquer líder que saiba ser líder, está ciente que dar o exemplo é fulcral.
Mas o problema é esse mesmo:
Este país está cheio de senhores que dizem que são chefes.
Mas do dizer que se é chefe, ao saber-se ser chefe, vai uma longa distância.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Liderança



A boa chefia, sabe que deve servir de exemplo e sabe como fazê-lo.
A boa chefia interessa-se pelo trabalho da equipa que dirige .
A boa chefia chama à atenção quando o deve fazer, e sabe que o deve fazer de maneira diferente de pessoa para pessoa, porque a boa chefia sabe que cada um dos elementos da sua equipa é diferente do outro, e que cada um reage de maneira diferente ao que se lhe possa dizer, porque não existem pessoas iguais, e como tal a boa chefia sabe que tem de fazer por adaptar o seu discurso à pessoa a quem o dirige.
A boa chefia sabe que uma equipa motivada produz mais e melhor que uma equipa desmotivada.
A boa chefia sabe que uma represália injusta desmotiva, por isso a boa chefia sabe que tem de ter um sentido de justiça muito apurada, e que tem de ser coerente.
A boa chefia poderá não ser a primeira a reconhecer que errou, mas reconhece o seu erro quando o detecta.
A boa chefia sabe que os bons resultados do departamento que gere não dependem apenas do seu trabalhado, mas também do trabalho de todo o departamente que gere.
A boa chefia sabe a capacidade de saber ouvir (questões profissionais e pessoais) é fundamental. A boa chefia sabe que deve ser como um maestro: deve conhecer e ouvir cada instrumento separadamente e saber distinguir os que estão desafinados.
A boa chefia tem a capacidade de olhar para o espelho e ver-se totalmente como é.
A boa chefia sabe ser boa conselheira, afinal é a sua principal missão: dirigir a equipa para o caminho certo.
A boa chefia sabe acompanhar as mudanças, isto é, aceita ideias novas e novas formas de se chegar a um determinado objectivo.
A boa chefia investe no desenvolvimento de cada colaborador.
A boa chefia motiva, é de fácil acesso e gera trabalho útil.

Se és chefe e não te indentificas com estas permissas:
Está na altura de melhorares o teu desempenho.

Se és chefe e te identificas com este texto:
Bem-hajas e parabéns, estás no bom caminho.