terça-feira, 26 de julho de 2011



Na noite passada ao deitar-me, quando agarrei na almofada, senti o cheiro de algo entre o teu perfume, o teu champô e o teu cheiro.

Confortou-me o coração e deu-me vontade de ter ali comigo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Matar saudades

Hoje perdida no livro, dei por mim a ver fotografias tuas e dos teus.
Não o fiz de propósito. apenas lá fui parar já nem sei como.
E ri-me com algumas das fotografias que fui encontrando.
Não me ri de ti, ri-me sim dos totós que nós somos.
Porque olho para ti, e não esquecendo muitas coisas, ainda me fazes sorrir, como sempre fizeste.
Sorrio com o pensamento de que "foi melhor assim" (não caros leitores, não estou a falar de nenhum ex).
Digamos que aprendi a gostar de ti de uma forma mais temperada.
E tenho muita pena que tivesse havido tamanho corte na comunicação.
Ah! Quase me esquecia. Obrigada pelo teu beijinho.
Foi sereno ver-te, mesmo que te tenha visto só no livro.
Convidem-me outra vez e eu vou.
Vou naquela condição que escolhi para mim.

Não sou feminista mas...

...trabalho no ramo do shipping.
A primeira pessoa que conheci quando entrei para aquele sitio, tornou-se num dos meus mestres.
Foi ele quem me ensinou quase tudo o que sei sobre a área.
E mais que um mestre, colega, amigo, tornou-se um dos melhores amigos mesmo.
Trabalha num sector muito ligado ao mármore, esse recurso lá das minha origens.
Sendo eu apaixonada pelas minhas origens, às vezes, quando pensava numa futura promoção (inicialmente era recepcionista), achava que trabalhar com essas gentes, e com esse meu mestre, seria um "projecto" altamente interessante, para começar a "ganhar" o tão famoso neste ramo, bichinho do shipping.
Estive dois anos na recepção e sobretudo na fase final adorava o que fazia, porque falava com imensa gente, e das muitas chamadas que recebidas, poucas eram as que eu não sabia quem estava do outro lado.
Fui convidada a ir-me embora um dia, devido ao excesso de pessoal, mas tendo havido uma desistência nem cheguei a sair.
Passaram-se uns tempos e o meu patrão chamou-me. Pensei que fosse para me ir embora de vez.
Levantei-me e descontraída entrei no gabinete.
Propôs-me uma promoção: ir para o sector da exportação, no transitário do grupo.
Assim de repente tinha-me uma oportunidade para fazer aquilo que quis desde sempre, e ao lado do meu mestre.
Ao inicio foi horrível. É muita informação em muito pouco tempo. E durante os primeiros tempos, em que precisava de estar concentradissima, tive de ensinar o trabalho da recepção, três vezes a três pessoas diferentes.
Afinal os homens das pedreiras não eram assim tão fascinantes e comecei a achar que nunca seria capaz de assumir aquele serviço. A maioria das pessoas é mal formada, exigente e não percebe nada daquilo que está a fazer. Para ajudar, comecei a desatinar com o mestre também. Porquê? Porque tinha medo de falar com ele, de lhe dizer que estava a apanhar morcegos.
Outro amigo dele foi impecável nesse aspecto. Noutros também, mas sobretudo nesse. Deu-me tanto na cabeça, que aquando do almoço de Natal da empresa, acabei por conseguir falar com o meu mestre e trabalhar passou a ser QUASE uma delicia. Obrigada Rodrigo.
Entretanto comecei a fazer importação também, se bem que acho a exportação mais aliciante. Porquê? Não sei. Dizem que as pessoas do ramo dos transportes apaixonam-se pelo primeiro oficio que exercem.
O mestre foi de férias, e hoje foi o meu primeiro dia sozinha com a carga toda.
E foi brutal! Super stressante, não é fácil fazer mil coisas ao mesmo tempo, sempre a ver letras e números e ter de atender uns não sei quantos telefonemas pelo meio.
Mas não foi assim tão complicado como eu esperava, talvez ainda seja cedo para o dizer, pois este foi só o primeiro dia das 3 semanas em que vou estar sozinha.
Aprendi a lidar com os broncos, com os clientes, com os fornecedores... com os colegas (verdade seja dita que às vezes estes são os mais difíceis de aturar, quando para mim o normal seria o contrário).
Aprendi a lidar com o stress, com a pressão, com a minha falta de auto-confiança e com a minha insegurança.
Aprendi a gerir o tempo e as prioridades.
Ganhei tomates.
Sim, porque ao inicio cheguei a acreditar que não seria capaz de trabalhar com os homens do calhau. pelo simples facto de ser mulher.
Mas graças ao grande mestre que me obrigou a nunca duvidar das minhas capacidades, hoje posso dizer que já vou percebendo da coisa.
Tenho muito, mas muito ainda que aprender.
É chato acordar cedo e ter de trabalhar, mas fui-me apaixonando por aquilo que faço.
Mas é tão giro vestir um vestidinho e ir lá para a minha sala cheia de homens, trabalhar só com homens, só falar de coisas de homens (calhaus, carros, camiões, futebol) e saber que me aguento à bomboca sendo uma mulher!
Faz umas festinhas ao ego... tenho que dizer que sim :).

domingo, 24 de julho de 2011

Dia de amor


Hoje o dia foi dedicado ao amor.

Um dia inteiro de amor, e mais amor.

Quanto mais te provo, mais te quero.

Quanto mais amor fazemos, mais amor quero e mais te quero dentro de mim.

A cabeça anda à roda e o corpo suado, cansado treme.

As ideias atropelam-se umas às outras, e todas me passam pela cabeça.

Gemo-te ao ouvido o quanto gosto de ti.

Passas-me a mão pela barriga, olhas para mim e sorris.

Respondo-te com um sorriso que acaba numa gargalhada.

Se eu gostava?

Claro que sim, por tudo e mais alguma coisa.

Não agora, mas a médio curto prazo.

Não tenho problemas em admiti-lo.

Respiro-te...

Desejo ali mais que nunca e tento fundir-me em ti.

Bom dia

Dez horas de sono seguidas.
Uma taça de Nestum.
Um café.
Um cigarro.
A casa só para mim.
Et je vois la vie en rose.

O meu anjo da guarda

Sim, eu tenho um anjo da guarda.
Como lhe disse, se os anjos da guarda existem na mesma dimensão que nós, então ele foi o nomeado para tomar conta de mim.
Apesar de todas as histórias com que me tentaram envenenar, nunca por segundo algum duvidei de ti, mesmo aquando nos nossos pequenos conflitos, quase inexistentes, coisas normais.
Graças a Deus que não sou influenciável.
Sem ti, seria impossível estar onde estou da forma como estou.
Para ti, se o leres, poderá parecer-te repetitivo da minha parte.
Mas tenho de te dizer que te estou extremamente grata, a sério.
Do fundo do meu coração o meu muito obrigada.
Tens sido, sem margem para dúvidas, um pilar importantíssimo.
Tens sido tudo!
Eu já te tinha em boa conta, mas este último ano fez com que a minha admiração por ti triplicasse.
E nestas ultimas semanas sobretudo...
Não estar contigo passou a ser estranho.
Quando me acontecem coisas insólitas, tinha o hábito de ligar sempre às mesmas duas pessoas para partilhar. Agora são três e o terceiro és tu, que te tornaste mais presente, que outros dois, não os menosprezando, mas porque as circunstâncias da vida, só permitem que assim o seja.
Acredita que se existissem mais anjos como tu, o mundo seria bem mais bonito, melhor e sobretudo mais justo.
Que a vida te sorria sempre, e que de vá dando sempre aquelas pequenas coisas que te fazem feliz.
Um Homem para ser grande, não precisa de ambicionar em grande.
És um rapaz cortês, bonito, honesto, sincero, bem disposto, quase sempre bem disposto apesar de tudo, resumindo e como diria a nossa amiga Lena: "Ele é muito bom moço."
Tens bom coração, e isso nos tempos que correm (em que as multidões se atropelam acreditando que tudo o que precisamos para sermos felizes, passa por coisas materiais) é um grande virtude.
E como tal tu não és só mais um.
Marcas a diferença, pelo menos aos meus olhos.
É um privilégio ter-te na minha vida e é com amizade e amor que aqui me despeço, por hoje :), gosto muitão de ti.

sábado, 23 de julho de 2011

A diferença entre mim e um louco, é que eu não sou louca.

A verdade é que nunca joguei com o baralho todo.
Mas também é verdade que nem sempre fui quem sou, com medo do que os outros pudessem pensar.
Ou melhor nem sempre me dei a conhecer por completo.
A parte que mostrava, faz efectivamente parte de mim, mas não mostrava tudo.
Agora não me importa.
Tenho determinados valores e princípios incutidos, e é isso que essencialmente me faz ser quem sou.
Porque faço a minha vida em função dessas linhas que considero essenciais.
E tenho os meus momentos de loucura.
E gosto de vivê-los quando sinto que valem a pena.
Tenho uma imensa sede de vida.
Não quero com isto dizer que tenho pressa de viver... nada disso!
Mas adoro viver.
E quando vivo bons momento tento aproveitá-los, sugando-os até ao tutano.
Porque se assim não for, será que valerá a pena?
Arrependo-me.
Às vezes arrependo-me, claro que sim.
Mas prefiro mil vezes arrepender-me de uma loucura feita, que de uma loucura que deixei por viver.
Na maioria dos casos, digo tudo aquilo penso, da forma mais educada e delicada que encontrar (isto também não é o melhor, pois com determinadas pessoas acabam por se gerar desentendimentos constantes e o que me leva a concluir que expressar a minha opinião também pode ser um problema de comunicação).
Não faço fretes, nem aceito convites para parecer bem.
Faço aquilo que quero, dentro da medida do possível e posso dizer que sou feliz.
Consigo viver diversas emoções ao mesmo tempo, o que às vezes faz com que eu sinta que não sei o que fazer comigo mesma.
Mas afinal não é isto que levamos na bagagem, quando começamos aquela viagem, que sabemos que todos iremos fazer, desde o momento em que se nasce?
Às vezes é lixado, quando nos pedem para fazermos algo que não nos irá deixar muito à vontade, mas fazemo-lo na mesma, quando nos é perguntado com amor.
Neste momento da minha vida confesso-vos que vivo uma fase bastante feliz até, apesar de ao mesmo tempo sentir que estou a pagar pelo que fiz menos bem no passado.
Mas a vida é assim mesmo, e eu adoro a minha!
Sou louca?
Sou (não oficialmente claro)!
É assim que a vida acontece.
O truque é o seguinte: não nos preocuparmos com o que a vida poderá ou não ser.
Enquanto nos preocuparmos com isso, não vivemos.
Portanto, libertem a loucura que existe dentro de vós.
De génio e de louco, todos temos um pouco e viver sem loucura não tem pica.