sábado, 10 de outubro de 2009

Tal como eu previa...


...chegou a altura da mudança.
Depois de ano e meio nesta casa até ao final de Novembro vou mudar de casa. Por um lado custa-me, porque fui bastante feliz nesta casa e porque assim, vendo de repente, não me apetece nada empacotar tudo, ver o que é meu, o que é da Leonor, dispor tudo depois da maneira mais prática. Também me custa deixar a Leonor mas também já percebi, que tudo na vida é momentâneo, e tudo se encontra em constante mudança e claro que não a vou deixar de ver. Vou vê-la menos vezes, só isso... Por outro lado, a ideia de ter um espaço só meu (nosso...ahah) enche-me de vontade e força de começar uma nova vida num novo ninho. A ideia de ter tudo como quero, de sair e deixas as coisas de uma maneira, e encontrá-las da mesma forma no regresso, o poder andar de t-shirt e cuecas sem me preocupar com quem pode aparecer, ter um frigorifico só para mim sem ter de racionar tanto o espaço, entre muitas outras coisas agrada-me!
E na verdade para quem já mudou de casa 4 vezes em menos de um ano não é uma mudança que me assusta!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Felicidades à familia Fatela!


Ontem fui visitar a minha mana. E à porta de casa dela estava o Pedro a passear as cadelinhas. Perguntei-lhe: "Então... está quase?". Ao que ele me respondeu: "Não, não. Já cá está em casa!"
Ou seja: tenho mais um "sobrinho". Pequenino, amoroso, sossegadinho, adorado por todos e pelas cadelas ahaha.
Sê bem vindo Rodrigo. Que a vida te sorria sempre!
E a vocês, Leonor e Pedro os meus parabéns! Têm muito jeito para o desenho!

Ciúmes doentios...


Todos os dias alguém me conta uma história diferente sobre ciúmes. O ciúme de facto, é filho do amor, mas, como tudo na vida, quando é em demasia pode-se tornar doentio.
Hoje ninguém me contou nada. Li apenas uma noticia no Correio da Manhã.
"GNR mata mulher na casa de banho".
Pelo que consta, a senhora bordava e participou numa feira de artesanato e teve de ir trocar ao quiosque do lado uma nota de 5€. Resultado: acaba morta a tiro pelo marido GNR que a atraiu para a casa de banho, de maneira que o filho de 16 anos não assistisse áquilo, e depois (tal não a valentia) suicida-se com um tiro na cabeça.
Onde é que nós vamos parar?
Será que a linha que marca a diferença entre o amor e a obsessão é assim tão ténue?
O mundo está completamente chanfrado, e ninguém me dá ouvidos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Estou uma verdadeira...


...dona de casa. Primeiro ando uma cozinheira muito prendadinha. Ontem surpreendi-me com voul-au-vent recheados com um creme de cogumelos e fiambre, granitados com queijo parmesão, acompanhados de arroz branco e ervilhas. Estava uma delicia! Entretanto ando com o meu sentido de organização no auge e com os horários em dia, com a roupa em dia, com a louça em dia, com o armazém brutal de comida já pronta, é só descongelar e/ou aquecer e é assim que faço render o meu tempo. Porque preciso de tempo para mim, para descansar, para ler, para o meu ponto-cruz que retomei há pouco tempo, para tratar de mim, e para fazer todas aquelas pequenas coisas que vamos deixando para amanhã, e para namorar. Entretanto descobri que estou cheia de vizinhos novos, velhos conhecidos: a Joana, a Sara, a Ana, a outra Joana, a Lena, o Pedro, a Rita, o Xico... enfim! É engraçado conseguir ir a pé, nesta cidade, a casa de tanta gente. Hoje tenho de ir comprar uns botins de meia-estação. Cheguei à conclusão que à parte das sandálias, ténis e umas botas tipo montanha, não tenho mais nada para calçar e apetecia-me ter umas botas mais formais. Ainda pensei numas de cano alto, mas cheguei à conclusão que não tenho calças para usar por dentro das botas, e assim uns botins são mais práticos, mais baratos e a melhor opção para esta falha no meu guarda-roupa.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

E a vontadinha...


...de fugir daqui?

Fónix. A meio do primeiro dia de trabalho e só me apetece mandar quase toda a gente para uns sitios muito feios.

Mas depois há aqueles momentos em que alguém só com um breve olhar do tipo "respira fundo e tem calma amiga, tens de lhe dar o desconto" me fazem cagar para toda esta merda e pensar que estou aqui para trabalhar e não para cansar a minha beleza.

A luta continua


Depois de dez dias sem me lembrar onde trabalho, cá estou eu de volta à mesma rotina de sempre. Estas férias souberam-me mesmo a férias.
Depois de um dia daqueles em que se faz tudo aquilo que nunca se tem tempo para fazer (fazer cartão do cidadão, ir pôr uma catrefada de roupa a arranjar, ir à faculdade matar saudades, etc...), parti com rumo ao Norte do País. Andei por Guimarães, Braga, e passei-me com o Gerês.
Escarpas enormes por onde escorre água a toda a hora, árvores tão altas que quase não se vê o fim, cobertas de trepadeiras e musgo. Aquele calor fresco, e aquelas cascatas, lagoas desertas em que só passando por muito atalhos é que se consegue lá chegar.
Chegar ao sitio da fotografia aqui ao lado não foi nada fácil, mas pensar que só eu estava ali sem ninguém a observar-me (espero eu), fez-me sentir na Lagoa Azul. Despi-me, mergulhei e aproveitei. E por momentos cheguei a acreditar que só me faltava uma cabaninha com uma despensa inesgotável para nunca mais querer sair dali.
Ainda fui ao Alentejo também. Cada vez mais me sabe melhor lá voltar. Cada vez mais vou construindo na minha cabeça, pequenos projectos que gostava de pôr em prática lá. Aquele pedacinho de Portugal para mim é tudo e por muito bonito que o Gerês seja, não troco por nada aquelas imensas planícies salpicadas de azinheiras, e casinhas caiadas de branco com roda-pé azul, as velhinhas vestidas preto com lenço ou chapéu de palha na cabeça, sentadas à porta de casa a fazer renda, o levantar da boina do Ti Manel cada vez que me vê, as cusquices do café, etc...
Mas o que é bom é sempre curto de maneira que já aqui estou sentada na secretária que me vai dando para pagar o pão.
No entanto algo me diz que bons ventos de adivinham e que dentro de dois meses a minha vida vai dar mais uma reviravolta. Mais adiante conto pormenores.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Recomendo...

...a leitura de Sveva Casati Modignani.

Já há coisa de dois anos que a minha mãe me deu o "Baunilha e Chocolate". Mas devido a à falta de tempo e de óculos, só em Junho deste ano, aquando das minhas férias é que consegui pegar no livro e devorei-o em dois dias.

Agora já estou quase no fim de uma outra obra da mesma autora de seu nome "Feminino Singular".
Adoro a forma como a Da. Sveva descreve os cenários e as cenas. É uma leitura leve e doce que nos prende pela maneira curiosa com que ela consegue ligar umas personagens às outras.